segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

"LEITURAS E IMAGENS" SE DESPEDE E AGRADECE AOS VISITANTES E COMENTÁRIOS


Foto de Sonia Mascaro
Caros amigos,

O "Leitura e Imagens" se despede e agradece a todos vocês as visitas e os comentários.
Aqueles que quiserem me visitar, podem me encontrar no meu blog principal LEAVES OF GRASS.
Um grande abraço a todos!
Sonia.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

"ANIMAL ARTIFICIAL", "ARBORETTO" e "ESTÁ DE VELHO!"

A tarefa proposta pelo BLOGGINCANA de novembro foi a de nomear três blogs que gostamos e que nunca participaram do BLOGGINCANA. Visito com o maior prazer e interesse os três blogs escolhidos, que são bem diferentes entre si, mas que têm um denominador em comum: a qualidade de seu conteúdo, sejam das fotos, do texto, das informações ou do convite à reflexão. Quem ainda não os conhece, certamente terá o maior prazer em conhecê-los. (Blogs em ordem alfabética)

ANIMAL ARTIFICIAL, (São Paulo), de Leandro Souza. ARBORETTO, (Brasília) de Lúcia Helena Ferreira Moura. ESTÁ DE VELHO!, (Matosinhos, Portugal), de Paulo J. Mendes.

Escolhi publicar algumas fotos dos posts, para dar uma idéia do conteúdo de cada um dos blogs. Clicando no link abaixo das fotos, vocês poderão visitar os blogs e constatar o porquê deles me atrairem tanto.


ANIMAL ARTIFICIAL: Pelos marcadores do blog podemos ter uma idéia da diversidade de temas que atraem o Leandro, da atualidade dos assuntos e do convite à reflexão que ele nos propõe a cada post publicado: olhar, impressões, pensamentos, evolução do homem, natureza, música, cinema, economia, eu e o blog, de tudo um pouco, coisas que aprendi... O Perfil do Leandro (que é Economista) também dá algumas pistas de seus interesses: "Alguém que queria ser músico, estudou economia e agora se encanta com a vida, natureza, cinema e fotografia." Vale muito a pena clicar no link MEBYMESELF.COM e assistir ao filme, intitulado "Vida que me leva...(2007 até o momento)", que é um criativo auto-retrato filmado por ele, logo após ter deixado o mercado financeiro.


Fotos da Natureza (Clique para ver o post)



O filme de minha vida (Clique para ver o post)




Butterfly Nebula (Clique para ver o post) ARBORETTO: É um blog voltado para a natureza, abrangendo uma diversidade de temas como por exemplo: Arborização urbana, Arquitetura, (Lúcia Helena é Arquiteta), Biodiversidade, Desenvolvimento Sustentável, Ecossistemas, Espécie ameaçada de extinção, Fauna do Cerrado, Flora da Amazônia, Flora da Mata Atlântica, Flora do Cerrado, Jardins Históricos, Mudanças climáticas, Plantas Invasoras, Unidades de Conservação, entre outros. Encontramos também posts sobre poesia, música e literatura. No sidebar, você lê o poema "Canção Mínima", de Cecília Meireles, o que já revela o clima que você vai encontrar no ARBORETTO. "No mistério do Sem-Fim, equilibra-se um planeta. E, no planeta, um jardim, e, no jardim, um canteiro; no canteiro, uma violeta, e, sobre ela, o dia inteiro, entre o planeta e o Sem-Fim, a asa de uma borboleta.”


Primaveras ("Aprendi com as primaveras a deixar-me cortar e voltar sempre inteira." Cecília Meireles) (Clique no link para ver o post)





Floração de novembro: Lixeirinha (Clique no link para ver o post)


 
A cota de cada um (Clique no link para ver o post)


 ESTÁ DE VELHO! Pelos interesses do Paulo que lemos em seu Perfil, já podemos ter uma idéia do que nos vai atrair e encantar em no seu blog: Casas velhas, alpendres desconjuntados, motores a vento, ferro ferrugento, quintais e hortas soalheiras, todos os gatos do mundo, maquinetas obsoletas, ferrovias por um fio, pedras gastas e todas as coisas que o tempo marca e avivam memórias. A visita ao blog ESTÁ DE VELHO! nos proporciona uma viagem fotográfica belíssima, acompanhada por um texto muito saboroso à várias regiões de Portugal, por onde apreciamos seus casarões antigos, suas belas fachadas azulejadas, as igrejas e capelas, os moinhos, os mirantes e miradouros, as ruas e vielas, suas paisagens pitorescas e também suas belas aquarelas, porque o Paulo é também pintor e expõem suas telas no blog POSTALGUARELAS.
Ps: O blog "ESTÁ DE VELHO!" foi removido, por isso não podemos ver as fotos.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

A FALTA QUE O VERDE FAZ...


ECOLOGICAL DAY também no LEAVES OF GRASS








ALBUQUERQUE: Aerial view of the expansion of Albuquerque New Mexico into the surrounding desert landscapes. Photo by Ivan Valiela.

sábado, 7 de novembro de 2009

ECOLOGICAL DAY VOLTA PARA CASA! ECOLOGICAL DAY RETURNS HOME!




A partir do próximo dia 2 de Dezembro, o ECOLOGICAL DAY estará de volta ao LEAVES OF GRASS, reafirmando a expressão, "o bom filho à casa torna". Muitos amigos que se interessam pelo assunto têm publicado em seus blogs temas que tratam de Ecologia, Sustentabilidade, Biodiversidade, entre outros. Assim, mesmo sem inscrição ou sem contar com o Mister Linky, o ECOLOGICAL DAY estará novamente no LEAVES OF GRASS. Gostaria de agradecer a todos vocês que têm participado e prestigiado o ECOLOGICAL DAY.


From next December 2nd, ECOLOGICAL DAY will come back to LEAVES OF GRASS, and as the saying goes, "the good son returns home". Many friends of mine who have been interested in the subject, has published in their blogs issues about Ecology, Sustainability, Biodiversity and so on. Thus, even without inscription or using Mister Linky, the ECOLOGICAL DAY will be at LEAVES OF GRASS. I would like to thank you all for your participation and for give prestige to ECOLOGICAL DAY.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

ÁRVORES AO ENTARDECER



Tirei estas fotos do jardim da minha casa, de onde posso admirar a Represa Jurumirim.

sábado, 31 de outubro de 2009

Flor de Lis

Foto de Ana, do lindo blog Be Happy.

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O acaso, um lance aleatório, proposto pelas regras do BlogGincana, uma iniciativa de Eduardo P. Lunardelli e Jorge Pinheiro, me levaram a conhecer o blog FLOR DE LIS. O FLOR DE LIS concentra seus posts principalmente em POESIAS e IMAGENS. Li as três últimas postagens, mas também fiz uma viagem por outros posts e senti que LIS, sua autora, transmite muita delicadeza e sensibilidade na escolha dos temas e das fotos. A postagem que eu escolhi foi QUERO, que me atraiu primeiramente pela bela imagem da praia, dos pássaros e das gaivotas. A poesia que dá título ao post, QUERO, do poeta português Victor Oliveira Mateus (que eu não conhecia) também é muito bonita e me agradou. Lendo o Perfil de LIS, olhando para as imagens que ela escolheu para o seu sidebar, podemos conhecer um pouquinho mais da autora, quais são os seus afetos, os seus encantamentos, o seu universo e as mensagens que ela quer transmitir aos seus leitores. Foi um feliz acaso! E quem visitar o FLOR DE LIS vai entender o porquê do meu encantamento.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

O Tempo, em Raduan Nassar

(...) Que rostos mais coalhados, nossos rostos adolescentes em volta daquela mesa: o pai à cabeceira, o relógio de parede às suas costas, cada palavra sua ponderada pelo pêndulo, e nada naqueles tempos nos distraindo tanto como os sinos graves marcando as horas: "O tempo é o maior tesouro de que um homem pode dispor; embora inconsumível, o tempo é o nosso melhor alimento; sem medida que o conheça, o tempo é contudo nosso bem de maior grandeza: não tem começo, não tem fim; é um pomo exótico que não pode ser repartido, podendo entretanto prover igualmente a todo mundo; onipresente, o tempo está em tudo; existe tempo por exemplo, nesta mesa antiga: existiu primeiro uma terra propícia, existiu depois uma árvore secular feita sobretudo de anos sossegados, e existiu finalmente uma prancha nodosa e dura trabalhada pelas mãos de um artesão dia após dia; existe tempo nas cadeiras onde sentamos, nos outros móveis da família, nas paredes da nossa casa, na água que bebemos, na terra que fecunda, na semente que germina, no pão em cima da mesa, nos frutos que colhemos, na massa fértil dos nossos corpos, na luz que nos ilumina, nas coisas que nos passam pela cabeça, no pó que dissemina, assim como em tudo que nos rodeia; um homem tido não é aquele que coleciona e se pesa no amontoado de moedas, e nem aquele, devasso, que se estende, mãos e braços, em terras largas; rico só é o homem que aprendeu, piedoso e humilde, a conviver com o tempo, aproximando-se dele com ternura, não contrariando suas disposições, não se rebelando contra o seu curso, não irritando sua corrente, estando atento para o seu fluxo, brindando-o antes com sabedoria para receber dele os seus favores e não a sua ira; todo equilíbrio da vida depende essencialmente deste bem supremo, e quem souber com acerto a quantidade de vagar e a quantidade de espera, que se deve pôr nas coisas, não corre nunca o risco, ao buscar por elas, de defrontar-se com o que não é; ( ...)

Trecho escolhido do livro
LAVOURA ARCAICA, de RADUAN NASSAR.
Boas informações sobre o autor no site
RELEITURAS.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Edward Hopper

Self Portrait (1925-1930)


Nighthawk (1942)


Gas (1940)


Rooms by the Sea (1951)


Second Story Sunlight (1960)


Cape Cod Evening (1939)

Edward Hopper nasceu em Nyack em 22 de julho de 1882 e morreu na cidade de Nova York em 15 de maio de 1967. Considerado um dos maiores pintores realistas do século 20, chamado de o "maior pintor de cenas americanas", ficou famoso por suas telas expressando o tédio e a solidão do homem contemporâneo, por suas bucólicas paisagens rurais e cenas marinhas. Você encontra ótimas informações sobre a vida e a obra de Edward Hopper, um dos meus pintores favoritos, AQUI e AQUI.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Edifício Dacon - Dacon Building in São Paulo

Photo by Carlos A. Mascaro.

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O Edifício Dacon localiza-se na Avenida Brigadeiro Faria Lima , que é um dos centros financeiros e comerciais da cidade de São Paulo. Foi projetado pelo arquiteto Ricardo Julião e inaugurado em 1981, com 96 metros de altura. Foi o primeiro edifício em São Paulo a receber painéis de vidro em toda a fachada.

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Dacon Building is one of the city's famous buildings, with it's facade inglass and with 96.00 m height. It is located in São Paulo. You can see more information on Emporis.

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For more views of the sky around the World, check out the links from the Skywatch home page.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Citações Venenosas

Citações Venenosas, dos livros de Ruy Castro: O Melhor do Mau Humor (1989), O Amor de Mau Humor (1991) e O Poder de Mau Humor (1993), todos da Companhia das Letras.

O casamento é uma cerimônia em que dois se tornam um, um se torna nada e nada se torna suportável. Ambroise Bierce (1842-1914 - escritor americano)

A tragédia do casamento é que, enquanto todas as mulheres se casam pensando que seu homem irá mudar, todos os homens se casam pensando que sua mulher nunca mudará. Ambos invariavelmente se desapontam. Len Deighton (n. 1929 - escritor inglês)

Quando uma garota se casa, está trocando a atenção de muitos homens pela desatenção de um só. Helen Rowland (1875-1950 - jornalista americana)

Não consigo me acasalar em cativeiro. Gloria Steinem ( n. 1934 - feminista americana, explicando por que nunca se casou)

Custamos a nos casar. Ela se recusava a se casar comigo enquanto eu vivesse bêbado e eu me recusava a me casar com ela quando estava sóbrio. Henny Youngman (1906-1998 - comediante inglês)

Do berço aos dezoito anos, uma garota precisa apenas de bons pais. Dos dezoito aos 33, precisa ser bonita. Dos 35 aos 55, precisa de uma boa personalidade. E, dos 55 em diante, precisa apenas de dinheiro no banco. Sophie Tucker (1884-1966 - cantora americana)

Deus criou o homem e, vendo que ele não estava sozinho o bastante, providenciou-lhe uma companheira para acentuar sua solidão. Paul Valéry (1871-1956 - poeta e crítico francês.)

Pensão judicial é um sistema pelo qual duas pessoas cometem um erro e uma delas continua a pagar por ele. Mark Twain (1835-1910 - escritor americano)

Um arqueólogo é o melhor marido para uma mulher. Quanto mais ela envelhece, mais ele se interessa por ela. Agatha Christie (1891 - 1976 - escritora inglesa)

Não se preocupe em evitar as tentações - à medida que você envelhecer, elas o evitarão. Laurence J. Peter (1919-1990 - escritor canadense.)

Meia-idade é quando você pára de criticar os mais velhos e começa a criticar os mais novos. Laurence J. Peter (1919-1990 - escritor canadense)

Os espelhos deviam pensar duas vezes antes de refletir. Jean Cocteau (1889-1963 - poeta, teatrólogo e cineasta francês)

Algumas mulheres se acham tão lindas que, quando se olham no espelho, não se reconhecem. Millôr Fernandes (n. 1924 - humorista e teatrólogo brasileiro)

Os anos entre os cinqüenta e os setenta são os mais difíceis. Você vive sendo solicitado a fazer coisas e ainda não se sente decrépito o bastante para recusá-las. T.S. Eliot ( Thomas Stearns - 1885-1965 - poeta anglo-americano)

Se soubesse que ia viver tanto, teria me cuidado melhor. (Eubie Blake (1883-1993 – Compositor popular americano, no dia em que completou cem anos)

A vergonha passa quando a vida é longa. Jean-Paul Sartre (1905-1980 - escritor francês)

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Uma viagem prazerosa pela blogosfera

Os meus escolhidos para o BlogGincana:


Côté Cour, Côté Jardin, blog da Maria Augusta. Uma deliciosa viagem ao universo da arte, da música, do saber e das maravilhas da natureza. Um percurso de muito prazer que me enriquece sempre. (Foto Maria Augusta)

Saia Justa, blog da Georgia Aegerter. Uma interessante viagem que me leva a refletir e a me informar sobre uma diversidade de assuntos e também a conhecer o universo de uma brasileira e sua família, vivendo na Alemanha. (Foto Isli Pereira)

Varal de Idéias, blog do Eduardo P. Lunardelli. Uma viagem por uma diversidade de temas, principalmente ligados à arte, sempre ilustrados com belas fotos. Um blog que nos proporciona muita informação e grande interação com a blogosfera. (Foto Eduardo P. Lunardelli)




segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Livros novos já fazem fila em minha mesa!

Os novos livros que encomendei já estão aqui fazendo fila na minha mesa! Para mim a leitura 0nline jamais vai substituir a leitura real, ter o volume nas mãos, o toque, o virar das páginas neste primeiro encontro, o cheiro delicioso de livro novo! De todos estes autores, só conheço Thomas Bernhard, do qual já li "Árvores Abatidas", "O Náufrago", "O Sobrinho de Wittgenstein", "Perturbação" e "Extinção", nessa ordem. Este escritor me atrai muitíssimo... sua narrativa é perturbadora, inquietante, muitas vezes estranha e difícil, mas é uma experiência incrível! Recortei uma frase dele: "Sou sempre o encrenqueiro, a cada momento, em cada linha que escrevo." Pretendo falar um pouco sobre a minha experiência de leitura de Thomas Bernhard qualquer dia destes...


"O Imitador de Vozes", de Thomas Bernhard, Companhia das Letras.Para quem conhece a obra do escritor e dramaturgo austríaco, o procedimento é até certo ponto familiar: em romances como O náufrago e Extinção, a repetição de descrições e opiniões dos personagens, a nomeação exaustiva e obsessiva de fatores históricos e coletivos parecem ser a única forma de dar conta do desconforto no mundo. Mas, se nesses livros o sentido era obtido por meio da ênfase, daquilo que é dito muito mais que mostrado, "O imitador de vozes" se guia por um acúmulo mais horizontal e variado de situações, uma sucessão desconcertante de incêndios, enforcamentos, desastres naturais, excursões turísticas mal-sucedidas, brigas por heranças e toda sorte de fatos patéticos contados por narradores que misturam espanto e ironia nas frestas de um registro falsamente neutro. Ao final, o conjunto acaba apontando para os tradicionais alvos de Bernhard: a sociedade regida pelas aparências, sob as quais se esconde a memória de um tempo caracterizado por catástrofes políticas e sociais, na qual pouco resta ao homem além da consciência e da revolta contra sua própria condição limitada, mesquinha, muitas vezes ridícula. (Resenha Saraiva). Clique AQUI para ler resenha na Veja on-line e trecho do livro.


"Origem", de Thomas Bernhard, Companhia das Letras.
A causa, O porão, A respiração, O frio e Uma criança. São esses relatos autobiográficos reunidos em edição integral. Marcado por uma infância e uma adolescência de extrema dificuldade, Bernhard jamais conheceu o pai e teve uma relação bastante conflituosa com a mãe. Criado pelo avô - escritor anarquista, seu mestre e mentor para toda a vida -, freqüentou internato e viveu o terror e a miséria da guerra em Salzburgo. Bernhard acabou por abandonar o ginásio para ser aprendiz de comerciante e também para se dedicar ao estudo da música, uma de suas paixões. Mas o feliz interlúdio terminou abruptamente quando uma gripe mal-curada degenerou numa grave doença pulmonar. À beira da morte, Bernhard passaria boa parte da adolescência em hospitais e sanatórios, decidido a sobreviver. Clique AQUI para ler Resenha na Veja on-line e trecho do livro.


"O Andar do Bêbado - Como o Acaso Determina Nossas Vidas", de Leonard Mlodinow, Jorge Zahar.Não estamos preparados para lidar com o aleatório – e, por isso, não percebemos o quanto o acaso interfere em nossas vidas. Citando exemplos e pesquisas presentes em todos os âmbitos da vida, do mercado financeiro aos esportes, de Hollywood à medicina, Mlodinow apresenta de forma divertida e curiosa as ferramentas necessárias para identificar os indícios do acaso. Como resultado, nos ajuda a fazer escolhas mais acertadas e a conviver melhor com fatores que não podemos controlar. Prepare-se para colocar em xeque algumas certezas sobre o funcionamento do mundo e para perceber que muitas coisas são tão previsíveis quanto o próximo passo de um bêbado depois de uma noitada.. (Resenha Saraiva) Leia reportagem e trecho do livro AQUI na Veja.

"A Euforia Perpétua - Ensaio Sobre o Dever de Felicidade", de Pascal Bruckner, Editora Difel.
Neste livro, o filósofo Pascal Bruckner analisa as várias modalidades de busca da felicidade que reinaram e ainda reinam no Ocidente. A obra discute os seguintes temas - O Paraíso é onde estou; O reino do insípido ou a invenção da banalidade; A burguesia ou a abjeção do bem-estar; A infelicidade está fora da lei? (Resenha Saraiva) Você pode ler AQUI um Ensaio de Roberto Pompeu de Toledo, sobre este livro (Revista Veja).

"A Luz da Noite", de Edna O'Brien, Editora Record.Não há amor tão forte nem sentimento mais devastador que aquele entre mãe e filha. Aos 78 anos, enquanto aguarda no hospital a visita da filha Eleanora, Dilly relembra a própria trajetória: a viagem para os Estados Unidos nos anos 1920, o primeiro amor não correspondido, o regresso à Irlanda. Eleanora chega e parte depressa, esquecendo seu diário, que mudará o rumo de suas vidas, revelando os verdadeiros sentimentos da filha pela mãe. Falei desde livro no meu post anterior.

sábado, 22 de agosto de 2009

Passado e Memória

Fiquei interessada em conhecer os livros da escritora irlandesa Edna O'Brien, depois de ler algumas entrevistas e reportagens publicadas na imprensa, quando de sua visita ao Brasil, participando da Flip - Festa Literária Internacional de Paraty - deste ano. Penso em começar pelo seu último livro publicado no Brasil, "A Luz da Noite", um drama familiar que revela os sentimentos de uma filha por sua mãe de 78 anos. A Veja disponibilizou um trecho do romance "A Luz da Noite" que você pode ler AQUI.

Mas o que primeiro me despertou o desejo de ler Edna O'Brien foi ter lido um trecho de sua entrevista ao jornalista Ubiratan Brasil, falando a respeito da memória. Não por acaso um dos meus autores prediletos é Pedro Nava, um maravilhoso memorialista! Pretendo escrever aqui sobre ele em breve.

A memória e o passado na entrevista de Edna O'Brien:
P: Qual o papel do passado em sua obra?

R: Em A Luz da Noite, usei uma citação de Faulkner como epígrafe: "O passado não está morto e enterrado. Na verdade, ele nem mesmo é passado". Para mim, é verdadeiro. Minha mãe, meu pai e todos aqueles que passaram por minha infância e adolescência ainda estão comigo. Tão vivos que parece possível falar com eles ou mesmo se afastar, o que poderia ser o caso. A mina de ouro para um escritor é a infância e suas lembranças, boas ou más. Na verdade, tristeza e conflitos não são um empecilho, mas uma pedra de amolar da palavra escrita. Sim, eu me lembro de tudo, a vontade do vento, as árvores de inverno e de verão, o carrinho de neve, asnos e cavalos selvagens trilhando nos campos. Lembro-me também das palavras, das grandes e pequenas pelejas e da religião com a qual fui alimentada, tal qual um ganso para produzir o foie gras. Rezo diariamente para a memória não me faltar. A entrevista toda você lê
AQUI. (Cultura, 28/6/2009, O Estado de S. Paulo)

Li também uma ótima entrevista com Edna O'Brien na Folha Online, onde também podemos ouvir a leitura, feita pela própria autora, de um trecho de seu livro "Byron in Love", ainda inédito no Brasil,
AQUI.

Livros de Edna O'Brien publicados no Brasil: "Dezembros Selvagens" (Bertrand Brasil), "Uma Mulher Escandalosa" (Francisco Alves), "James Joyce - Breves Biografias"(Objetiva), e "A Luz da Noite (Record).

domingo, 9 de agosto de 2009

Passagem para a Índia



Adoro esse filme e perdi a conta das inúmeras vezes em que o assisti. Comprei o DVD e vira e mexe estou revendo alguns trechos... O filme Passagem para a Índia, (1984) dirigido por David Lean, foi baseado no livro homônimo de E. M. Forster. A trilha sonora, linda, é de Maurice Jarre.
Um resumo da história: No final da década de 1920, Adela Quested, (a sempre ótima Judy Davis) uma rica inglesa liberal, parte para a Índia, então sob domínio britânico, em companhia de sua futura sogra, a Sra. Moore (Peggy Ascroft) a fim de encontrar Ronny Heaslop, seu noivo, e decidir se casa-se e fixa residência na Índia. O clima, as diferenças culturais e religiosas, a postura colonialista adotada por Ronny e a atitude dos britânicos com o povo indiano chocam as duas inglesas recém-chegadas. Interessadas em conhecer a "Verdadeira Índia", ambas fazem amizade com o Dr. Aziz, (Victor Banerjee) um gentil médico indiano. Durante uma excursão, em que o Dr. Aziz leva Adela e sua futura sogra para conhecer as Cavernas de Marabar, algo estranho acontece que desencadeia eventos trágicos na vida das personagens.

Passagem para a Índia foi vencedor de 2 Oscars: Melhor Atriz Coadjuvante, para Peggy Ashcroft como Mrs. Moore e Melhor Trilha Sonora, apesar de ter sido indicado em outras 9 categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz (Judy Davis), Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte, Melhor Figurino, Melhor Edição, Melhor Som e Melhor Roteiro Adaptado.

Adela Quested (Judy Davis) e Mrs. Moore (Peggy Ascroft) chegando a Índia.



Dr. Aziz (Victor Banerjee)





As Cavernas de Barabar foram chamadas de "Cavernas de Marabar", ao servirem de cenário para o livro e filme Passagem para a Índia. As Cavernas de Barabar ficam a 35 km ao norte de Gaya, no estado de Bihar.

Veja um vídeo de apresentação do filme Aqui

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Diga NÃO aos textos apócrifos!




Certamente você já recebeu por e-mail, leu em blogs ou em páginas na Internet, muitos textos apócrifos, aqueles textos falsos que pululam na Internet, atribuídos falsamente a um autor. Fico realmente irritada com esse péssimo hábito de publicar e enviar textos sem se dar ao trabalho de checar a autoria dos mesmos. Até onde me lembro, o primeiro texto apócrifo que li era o falso poema "Instantes" atribuído ao grande escritor Jorge Luis Borges, que alinhavava frases piegas como: "Se pudesse viver novamente minha vida, na próxima trataria de cometer mais erros... tomaria mais sorvetes... andaria descalço...". Lembram-se? Quem conhece o autor sabe que ele jamais escreveria esse texto. Na verdade quem tem familiaridade com os textos de Arnaldo Jabor, Luis Fernando Veríssimo, Mário Quintana, Vinícius de Moraes, Clarice Lispector e muitos outros escritores, sabe bem identificar quando os textos são verdadeiros ou falsos. Mas na dúvida, consulte, pesquise ou então não publique e nem repasse!


Muitos autores que têm seus nomes atribuídos aos falsos textos, já expressaram sua opinião e indignação na imprensa por diversas vezes. Um deles, Arnaldo Jabor, fala sobre os textos apócrifos, em seu artigo "Há um 'sub-eu' rolando na internet", publicado no Caderno 2, do jornal "O Estado de S.Paulo", em 17/06/2008. Leia aqui alguns trechos:




"Ando pela rua e as pessoas me abordam: “Adorei o seu artigo que está circulando na internet! Maior sucesso!” Pergunto, já com medo: “Que artigo?” “Esse texto genial que você escreveu, que se chama A Mulher Impulsiona o Mundo: ''É você mulher, quem impulsiona o mundo. É você quem tem o poder, e não o homem. É você quem decide. Bendita a hora em que você saiu da cozinha.'' Não me agüento e digo: ''Você acha que eu ia escrever uma bobagem dessas?'' Aí, o admirador do texto apócrifo, fã de um ''Jabor virtual'', se encolhe ofendido: ''Mas... tem coisas legais...'' E eu, implacável: ''Acho uma bosta...'' Pronto! O sujeito sorri amarelo e vira meu inimigo para sempre. Já reclamei aqui desses textos apócrifos, mas tenho de me repetir. Não dá mais. Todo dia surge na internet uma nova besteira, com dezenas de emails me elogiando pelo que eu não fiz. Vou indo pela rua e três senhoras me abordam - ''Teu artigo na internet é genial! Principalmente quando você escreve: ''As mulheres são tão cheirosinhas; elas fazem biquinho e deitam no teu ombro...''' ''Não fui eu...'', respondo. Elas não ouvem e continuam, sideradas: ''Modéstia sua! Finalmente alguém diz a verdade sobre as mulheres na internet! Mandei isso para mil amigas! Adoraram aquela parte: ''Tenho horror à mulher perfeitinha. Acho ótimo celulite. Querem estar sempre na moda, malhadas, mas não estão com nada, pois a imperfeição humaniza...'' '' Repito que não é meu, mas elas (em geral barangas) replicam: ''Ah... nem vem... É teu melhor texto...'' - e vão embora, rebolando, felizes. (...) Vejam este que surgiu e acaba assim: ''As mulheres de hoje lutam para ser magrinhas. Elas têm horror de qualquer carninha saindo da calça de cintura tão baixa que o cós acaba!'' ...Luto diuturnamente contra cacófatos e jamais escreveria ''cós acaba!'' Mas, para todos os efeitos, fui eu. A internet é a vala comum dos autores; lá eu sou amado como uma besta quadrada, um forte asno... Dentro da web, sou campeão mundial de lugares-comuns: ''Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!'' Ou: ''A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore, dance e viva intensamente antes que a cortina se feche!'' (...) Fui eu, a mula virtual, que escreveu tudo isso. E não adianta desmentir. (...)
.


O escritor Luís Fernando Veríssimo, um dos autores brasileiros que vê sua assinatura em inúmeros textos que não são de sua autoria, participou do debate realizado pelo UOL, no Centro Cultural Banco do Brasil, em 11/09/2007, em São Paulo, que focalizou o tema "Como lidar com os plágios e a falta de credibilidade das informações que circulam na Internet? A web precisa de uma legislação específica?". O debate contou com a presença do escritor e também a do advogado Carlos Affonso Pereira de Souza, especialista em web e crimes virtuais. O encontro foi mediado por Marcelo Rubens Paiva e Roberta Garcia. Para ver o vídeo clique AQUI.

Sobre os textos apócrifos e plágios na Internet, você também pode informar-se lendo o livro da jornalista Cora Rónai, "Caiu na Rede", Editora Agir.


Não publique e nem repasse textos apócrifos!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Parabéns Tertúlia Virtual!



Parabéns por um ano de sucesso!
Minha homenagem à Tertúlia Virtual.



Fotos de Sonia e Carlos Mascaro

quarta-feira, 8 de julho de 2009

O Constante Diálogo

Há tantos diálogos

O diálogo como ser amado
com o semelhante
o diferente
o indiferente
o oposto
o adversário
o surdo-mudo
o possesso
o irracional
o vegetal
o mineral
o inominado

O diálogo contigo mesmo
com a noite
os astros
os mortos
as idéias
o passado
o futuro

Escolha teu diálogo
e
tua melhor palavra
ou
teu melhor silêncio

Mesmo no silêncio e com o silêncio
dialogamos

Carlos Drummond de Andrade
In "Discurso de Primavera & Algumas Sombras", Ed. José Olympio, 1977.

sábado, 4 de julho de 2009

O Pão, de Francis Ponge


A superfície do pão é maravilhosa em primeiro lugar por causa dessa impressão quase panorâmica que dá: como se tivéssemos à nossa disposição ao alcance da mão os Alpes, o Tauro ou a Cordilheira dos Andes.
Assim, pois, uma massa amorfa a arrotar foi introduzida para nós no forno estelar, onde endurecendo se moldou em vales, cristas, ondulações, gretas... E todos esses planos logo tão nitidamente articulados, essas lajes delgadas onde a luz com aplicação deita seus fogos, - sem um olhar sequer para a moleza ignóbil subjacente.
Esse frouxo e frio subsolo que se chama miolo tem seu tecido semelhante ao das esponjas: ali folhas ou flores são como irmãs siamesas soldadas por todos os cotovelos a um tempo só. No pão amanhecido essas flores murcham e encolhem: desprendem-se então uma das outras, e a massa torna-se friável...

Mas partamo-la: pois o pão deve ser em nossa boca menos objeto de respeito que de consumo.

Trad. Ignacio Antonio Neis e Michel Peterson

O Partido das Coisas, de Francis Ponge, Editora Iluminuras Ltda, São Paulo, 2000.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Qual é o seu gasto de CO2?

ECOLOGICAL DAY



Você tem idéia de quanto consome de CO2?
Calcule o seu consumo e veja como você pode reduzir a emissão de gases poluentes. Clique AQUI e faça o teste. Veja também outras informações clicando em Clima e
Consumo.
.
A Serra da Canastra é tema do Ecological Day no Leaves of Grass.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Auto-Engano, de Eduardo Giannetti

"Quem somos? Por que acreditamos no que acreditamos? O que afinal sabemos sobre nós mesmos?"


Estas são as perguntas que abrem o livro Auto-Engano, de autoria de Eduardo Giannetti, São Paulo, Companhia das Letras, 1997.

O autor analisa a questão do auto-engano, das mentiras que contamos a nós mesmos, a partir de quatro ângulos distintos e complementares:

1) O que é o auto-engano e no que ele difere da ação de enganar o outro?

2) Por que o autoconhecimento é um desafio tão difícil para o ser humano e quais as motivações básicas alimentando a nossa propensão espontânea para o auto-engano?

3) Como é possível para uma mesma pessoa enganar-se a si própria? Como nos desincumbimos de proezas como crer no que não cremos, mentir para nós mesmos e acreditar na mentira ou remar de costas rumo a um objetivo?

4) Qual o lugar e o valor do auto-engano na vida prática, tanto sob a ótica dos projetos, desejos e aspirações de cada indivíduo em particular, como na perspectiva mais ampla da nossa convivência em sociedade complexas?

Escolhi alguns trechos deste livro que li com muito interesse, para servir como uma isca para futuros leitores.

"A arte do engano - é parte expressiva do arsenal de sobrevivência e reprodução do mundo natural".

"A análise da arte do engano no mundo natural revela que o repertório ilusionista gravita ao redor de dois estratagemas básicos. Há o engano por ocultamento, que se baseia em ardis de camuflagem, mimetismo e dissimulação; e há o engano por desinformação ativa, baseado em práticas como o blefe, o logro e a manipulação da atenção".

"Os limites da racionalidade fria e o valor positivo do auto-engano aparecem também com clareza em situações agudas de adversidade. O dom de mentir com sucesso para si mesmo pode ajudar a manter a chama da vida acesa nos momentos em que a sobrevivência está por um fio.

"A familiaridade cega".

"O fulcro do auto-engano não está no esforço de cada um em parecer o que não é. Ele reside na capacidade que temos de sentir e de acreditar de boa-fé que somos o que não somos."

Eduardo Gianetti nasceu em Belo Horizonte, em 1957. É economista, cientista social e filósofo. Professor do Ibmec - Instituto Brasileiro de Mercados de Capitais São Paulo, PhD pela Universidade de Cambridge e Membro do Conselho Superior de Economia da Fiesp. Autor de numerosos artigos e livros. Seus livros: "Beliefs in action" (Cambridge University Press, 1991), "Vícios privados, benefícios públicos?" (Cia. das Letras, 1993), "Auto-engano" (Cia. das Letras, 1997), "Felicidade" (Cia. das Letras, 2002), "O Valor do Amanhã" (Cia. das Letras, 2005), "O Livro das Citações - Um breviário de idéias replicantes", (Cia. das Letras, 2008).

VÍDEOS E ENTREVISTAS:

Cigarras e Formigas. Série apresentada no programa Fantástico, baseada no livro "O Valor do Amanhã." Para ver clique AQUI.

Crise mostra que as pessoas caminham sobre abismo. Entrevista para a Folha de S. Paulo. Para ver clique AQUI.

Convidado do "Sempre Um Papo", na TV Câmara, falando sobre o livro, "O Valor do Amanhã". Para ver clique AQUI.




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